15/03/2007 07:54
Turnê do Fim do Mundo
A Turnê do Fim do Mundo, profetizada por Tutty Vasquez, parece ter deixado São Paulo juntamente com Bush. No entanto...
Esse post pretende inaugurar uma fase que eu vinha pretendendo há um tempo, que era falar também sobre política. Não necessariamente essa coisa de Brasília, mas de uma forma geral dar maiores contornos políticos aos meus textos. E é isso...
Ah, apesar da charge, não é necessariamente esse o cunho político que eu pretendo adotar. Tipo oposicionista.
enviada por Régis
28/02/2007 15:03
Fim dos Tempos ou falta de assunto?
Não acredito que seja só eu. Alguém mais percebe o quanto a imprensa é exaustivamente repetitiva? Ano passado era a Corrupção, depois veio a Crise Aérea. E agora o ano já começa com uma pauta nova, a ser reutilizada várias vezes: Aquecimento Global. Eu já me prometi que a próxima vez que a Glória Maria chamar uma matéria assim eu vou mandar uma carta-bomba pra redação do Fantástico. Correndo por fora como assunto a ser requentado vez por outra estão os Juros. Ainda vou contar quantos dias seguidos é possível assistir ao Jornal Nacional sem ouvir falar neles. Dirão que isso é coisa da Globo, mas não é. Os Juros estão em todo lugar, de jornais impressos aos virtuais. Vivemos um momento de constante prenúncio do fim do mundo, quando não é o aquecimento global é o aquecimento da economia, do qual o Governo diz nos proteger com suas taxas de juros. Pior que a insistência da mídia é o desconhecimento do que sejam os tais "juros" apresentado por uma grande parcela de pessoas.
Dia após dias vemos os "figurões" da economia nacional se sucederem frente às câmeras. Guido Mantega, Henrique Meirelles, Paulo Skaf, são personagens rotineiros no (eterno) debate sobre a taxa de juros. Mas o que são as taxas de juros? Que juros são esses? O que a taxa de juros tem a ver com o crescimento?
Quando se fala em juros e em taxas, o cidadão comum logo se resguarda (-O que vem dessa vez?). Mas não é de taxas sobre pessoas físicas que se trata o debate. Trata-se da taxa Selic, uma alíquota estabelecida pelo Banco Central que determina quanto o governo pagará pelos empréstimos que contrair. Essa alíquota é discutida e, por vezes, reajustada a cada quinze dias por um conselho do BC (razão pela qual o tema sempre volta à pauta dos jornais). Com certeza você se pergunta, então, o que você tem a ver com isso e porque se dá tanta atenção a algo que parece ser apenas uma tecnicalidade do governo.
Bem, o cidadão comum realmente não tem nada, ou quase nada, a ver com isso. Mas a atenção dada à taxa de juros é, de certa forma, justificável. A taxa Selic é uma das muitas variáveis que determinam o crescimento do PIB e a razão de tanto debate sobre ela é que uma queda desenfreada da taxa levaria a um aumento da inflação. Vou tentar mostrar a lógica por trás disso:
* O Brasil é hoje um país onde é mais lucrativo ao capital financeiro emprestar dinheiro ao Governo e às pessoas físicas que investir nos setores produtivos (razão pela qual é defendida a queda da taxa Selic).
* Por outro lado uma queda abrupta da taxa faria com que o capital hoje destinado a empréstimos "fugisse" para o setor produtivo e estimula-se a volta da inflação. Ou melhor: que a inflação fugisse novamente do controle.
Por incrível que pareça, tanto o Governo quanto os empresários concordam, em parte, com os tópicos acima. O problema está em quanto a taxa deve cair de forma a estimular o crescimento sem gerar inflação. E é nesse ponto que as duas alas (Governo e empresários) estão em perfeita dissonância. O Governo quer uma queda a conta gotas (0,25% é o máximo por vez), já os empresários querem quedas mais acentuadas (0,5% ou 0,75%).
Nessa guerra de interesses, nós, cidadãos comuns, somos apenas expectadores. Todos queremos que o país cresça, se desenvolva. Mas eu volto a afirmar nesse espaço: não são os juros que determinarão quem seremos no futuro. São as nossas políticas em segurança pública, saúde e, principalmente, educação!
enviada por Régis
02/02/2007 19:57
Abandonado!
Este é um blog praticamente abandonado! Mas eu vou retomá-lo... Depois do carnaval, que afinal d contas é o começo do ano no Brasil!
Isso que eu falei hehe!
enviada por Régis
31/12/2006 06:17
DECISÕES PARA O ANO NOVO
As últimas horas do ano servem para decidirmos tudo aquilo que há de se cumprir nos próximos 365 dias. E, bem, nada melhor que fazê-lo por escrito. É o que vale. Alguém decidiu assim.
Assim, decidi que vou criar o programa mais incrível da história da TV. E que serei mais líder de audiência que jogo do Brasil... digo, da Itália em Copa do Mundo e muito bem-vindo pela crítica. E decidi que, apesar disso, não vou fazer pose desconfortável para a Caras ou dizer para um programa de fofocas que "Fulano é um fofo" ou que "Beltrana é super querida".
Decidi que meu livro vai enfim sair do teclado e ganhar as prateleiras. Que vai conter diálogos mais elaborados que os de Aldous Huxley, mais espontâneos que os de J.D. Salinger, mais gozados que os da Bruna Surfistinha e, ao contrário dos escritos pelo Paulo Coelho, serão em português. E decidi que essa obra vai me dar o Nobel, além de uma cadeira extra colocada na ABL especialmente para mim. Na cabeceira, é lógico. E ainda serei o primeiro "imortal" a usar o fardão de verão, com direito a bermuda, mangas curtas e, claro, havaianas.
Decidi que durante minha entrevista no Letterman, responderei: "Hemingway who?". E para o Jô: "Com licença. Sou eu quem está falando". E para a Luciana Gimenez... não, melhor não ir na Luciana Gimenez.
Decidi que meus desenhos serão descobertos por um olheiro à Andy Warhol, e que os museus de todo o mundo retirarão os quadros do Lichtenstein das paredes para que dêem lugares aos meus.
Decidi reinventar todas as teorias a respeito de buracos-negros e provar cada uma delas, fazendo Stephen Hawking saltar de sua cadeira. Aliás, provar que o Stephen Hawking não precisa de uma cadeira vai me render um Pulitzer.
Decidi pensar novos pensamentos, daqueles que fariam Platão desejar sua caverna e Kierkergaard repensar seu "conceito de ironia".
Decidi que vou ser igual ao Brad Pitt. Fisicamente, quero dizer. Ainda que pra isso tenha que passar por uma breve cirurgia plástica.
(Ok, talvez não tão breve.)
Decidi que, financeiramente, vou bater Bill Gates. E com esse dinheiro, farei coisas mais excêntricas que apenas inserir joguinhos secretos nas planilhas do Excel. Ou seja, decidi que vão me oferecer uma casa em Tahiti Beach em troca da minha participação em um dos episódios de "Life of Luxury". Que as festas que vou promover nela serão mais concorridas que as do Hugh Hefner, dispersando sua criação de coelhas.
Decidi que graças a um curso de teatro vou ser contratado para a próxima franquia de sucesso: acima de todos os James Bond, Indiana Jones e Harry Potters que estão por aí. Decidi que, como escritor vencedor do Nobel, vou dar palpites no roteiro e tornar o filme de estréia o mais cotado para o Oscar. E que Charlie Kaufman vai me pedir uma dica ou outra para o seu próprio. Com isso vou ganhar as estatuetas de Melhor Ator e, claro, Roteirista (se bem que essas, só na cerimônia de 2008).
Decidi que Liv Tyler vai ser minha amante. E/ou a Victoria Silvstedt. E/ou a Linda Fiorentino. E/ou a Salma Hayek. E/ou a Monica Bellucci. E/ou a Lara Flynn Boyle. E/ou a Paola Oliveira. E/ou a Fernanda Lima. E/ou a Ellen Jabour. E/ou a Carol Castro. Não só essas. Não necessariamente nessa ordem. Não necessariamente uma de cada vez. E decidi que o amor delas por mim vai ser sincero.
Se não for, comprarei um que seja.
Decidi que vou descobrir o moto-contínuo, a cura do câncer, da AIDS e a solução para acabar com a fome na África, no Brasil e onde mais houver. Que um de meus discursos selará a paz entre judeus e palestinos. Entre gregos e troianos. Entre João Gordo e Dado Dolabella, que aliás, se casarão no meio do ano. Eu disse "meio do ano".
Também decidi que vou encontrar Osama Bin Laden, descobrir o criador das "bonecas da morte" e achar a Ilha para onde foram Elvis, Ulysses Guimarães, James Brown, Jack, Kate, Sawyer, Hurley, Locke, Sayid e, claro, Mr. Eko.
Decidi que vou começar um negócio numa área inovadora, nunca imaginada, que vai fazer o YouTube parecer artesanato hippie. E se você não faz ideia do que estou falando, é sinal de que estou no caminho certo.
Enfim... não sei o que você decidiu fazer em 2007, mas ao que parece, ser meu amigo pode ser uma grande idéia.
Feliz Ano Novo!!! E mesmo que você saiba que não vai poder realizar tudo que deseja em 2007, pelo menos tome as decisões corretas.
texto de Antonio Tabet em o Kibe Loco
enviada por Régis
09/12/2006 18:28
Infra-estrutura e Crescimento
Dez em dez economistas concordam: Não há crescimento sem infra-estrutura. Entretanto, o país ainda segue com sua política de "dar um jeitinho". Desde janeiro desse ano, o Exército, juntamente com o DNIT, realiza um plano de emergência para recuperação das estradas federais, em situação calamitosa. O PETSE (Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas) tem hoje 89% de suas obras concluídas, sendo que em Minas Gerais já são 95%. Não há quem não não veja, porém, que o que foi feito está longe do ideal e, após muitos milhões gastos, as estradas em sua maioria permanecem ruins, em alguns casos piores que antes da intervenção governamental.
Há cerca de dois meses o Brasil vive situação semelhante na aviação. O caos dos aeroportos tem sido visto diariamente por todos os brasileiros, senão pela própria vivência, durante os jornais (com uma insistência às vezes exasperante). Não faltam exemplos dos problemas causados pelas reincidentes falhas no controle de vôo, desde simples extravios de malas, perda de horários e reuniões, a contratos não-fechados e perda de cargas urgentes, entre elas órgãos para transplantes e remédios. O diagnóstico, ao contrário da solução, é simples: Infra-estrutura.
O governo nos últimos anos tem diminuído seus gastos sistematicamente, em busca de um superávit primário maior. Não se discute a necessidade de se formar um superávit robusto que mostre ao mercado internacional a capacidade do país de honrar suas dívidas, mas é preciso pensar o que está sendo negligenciado em troca de uma inconseqüente contenção de gastos, que expõe ao mundo fragilidades evitáveis, como a da aviação atualmente.
Não se espera, no entanto, que o governo seja sozinho o gerador da infra-estrutura necessária ao conseqüente crescimento, visto que é o setor privado o responsável pela maior parte do investimento do país - dos 20% do PIB, o setor privado contribui com 18% e o público com os outros 2%, sendo que a União investe apenas 0,5%. Porém, é preciso que se tome medidas que levem o investidor a acreditar na seriedade do mercado brasileiro. Um dos maiores entraves ao investimento é a insegurança jurídica, dada pela nossa antiquada Constituição e pela morosidade do sistema judicial.
O simples corte de juros e aumento nos investimentos do governo não levam ao crescimento esperado, o sustentável. Levariam, sim, a um crescimento sazonal e a possível volta da inflação. É preciso pensar longe, políticas horizontais (infra-estrutura, educação, pesquisa & desenvolvimento) são comprovadamente efetivas ao crescimento. Entretanto, só surtem efeitos a longo prazo, pelo que a politicagem eleitoreira não pode esperar.
enviada por Régis
25/11/2006 18:40
PRIMEIRO ESPERO QUE NÃO SEJA O ÚLTIMO
Ta bom. Td mundo vai dizer novamente que eu daqui a pouco vou sair de Economia e mudar pra Comunicação Social... Mas n é vontade de ser jornalista, é que essa onda de blog (blig) me pegou tb! Todo mundo so fala disso e de CM!!!
A principio eu queria so tirar o código HTML p poder montar um template pros caras, mas fui tomado de uma incontrolável vontade de levar adiante. Até pq a outra opção é ler sobre "Mercantilismo e Transição" e "Feudalismo" p prova de História Economica na quarta! Ainda tem Contabilidade Nacional, mas essa eu ja to quase desistindo. E isso antes da primeira prova!
Enfim, criei esse blog aki, ja sem muitas esperanças de que ele prospere, mas vou tentar:
Essa semana quase sem querer fui ver o Coral da UFV na Eng. Florestal. Fiquei impressionado. É incrível que sejam só vozes fazendo todos aqueles sons. O Capô e Maicou ainda acham que eu sou um neoliberal-filhodaputa-midiademassa, mas eu realmente acho esse tipo de música bom!
O Coral cantou uma musica do Villa-Lobos muito boa, que a minha inaptidão jornalística impede de lembrar o nome, e que me lembrou do filme, não tão bom quanto, sobre a vida dele que eu assisti na volta das férias. Do filme o melhor é a música, inclusive ganhou premio como melhor trilha.
Infelizmente eu n consigo encontrar na internet mais de três ou quatro musicas dele e achar numa loja em Viçosa é praticamente tão possível quanto o Moicano aprender a voar.
Tai a dica pra quem quiser conhecer a vida e parte da obra de um dos maiores artistas brasileiros! Na foto abaixo o link de uma ficha do filme.

enviada por Régis
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